quinta-feira, 15 de setembro de 2022

Psicanálise: Proposta da importância da escuta RAIMUNDA HENRIQUE RABELO DA SILVA Resumo.

 

Psicanálise: Proposta da importância da escuta

RAIMUNDA HENRIQUE RABELO DA SILVA

Resumo.

A autora é especialista em Psicopedagogia Clínica e Institucional, Especialista em Educação Especial e Atendimento Educacional Especializado – AEE. Desde o ano de 2003, sempre desenvolveu a ideia de que a escuta do adulto, adolescente e da criança é relevante, em particular escutar a dor interior dos seus familiares. No exercício profissional tem a oportunidade de vivenciar conflitos emocionais de familiares com crianças e adolescentes com conflitos emocionais diversos. É possível que a partir da escuta se possa identificar a presença de distúrbios psiquiátricos, a ser acompanhado por médico especializado, e ao educador e psicanalista saber diferenciar o que pode ser transtornos e distúrbios psiquiátricos a contar com o conflito emocional apresentado. O “Poder da Escuta” e o desenvolvimento da prática na Clínica Psicanalítica e na formação do psicanalista é o foco teórico-introdutório do presente artigo. Ressalte que por questões metodológicos e regras do CENTRO UNIVERSITÁRIO – FAVENI, vamos nos limitar só aos princípios. O universo de saúde mental é muito amplo, segundo o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5), existem mais de 300 Transtornos Mentais catalogados. Cada vez mais as pessoas têm buscado ajuda profissional e o que pode ter aumentado os saberes sobre os Transtornos Mentais assim como a mensuração de suas prevalências. (TABELA 1 - Transtornos Mentais e suas Prevalências). O educador especializado deve estar preparado para saber identificar um transtorno e distúrbio mental, a partir da “escuta”. Pois, os transtornos mentais geralmente são caracterizados por uma combinação de emoções, comportamentos, percepções e pensamentos que podem afetar a vida de uma pessoa. É na escuta que se pode, estando qualificado, identificar um Transtorno Mental. É importante ficar atento ao comportamento do indivíduo, que pode apresentar sinais como: a) Mudanças de humor repentinas; b) Mudanças no comportamento; c) Dificuldade em se concentrar; d) Dificuldade em raciocinar; e) Problemas em expressar ideias; f) Dificuldade em conviver com outras pessoas; e outros fatores que podem ser mensurados pelo médico especializado empós um consulta clínica especializada. O psicanalista não pode, no Brasil, intervir na Clínica Psiquiátrica, todavia deve ficar atento nos seus pacientes que os sinais citados, é importante que oriente ao indivíduo que busque ajuda profissional para um diagnóstico preciso, de preferência um Médico Psiquiatra e um Psicólogo. Eles juntos, de acordo com uma minuciosa avaliação, poderão dar o diagnóstico e prognóstico. Para exercer o “Poder de Escuta” e contribuir seguramente com o usuário é importante entender as bases de conhecimento do comportamento humano. E neste sentido compreendo que a base cientifica adquirida na Pós-Graduação FAVENI(Curso de Especialização – Título de Psicanalista) fornece os princípios para iniciar estudos mais profundo. Assim, é comum que síndromes, distúrbios e transtornos sejam tratados como sinônimos e empregados erroneamente. Apesar de algumas semelhanças, cada um destes problemas tem um conceito com características diferentes. Por fim, exemplos: Síndrome - É denominada síndrome, a condição clínica caracterizada pela reunião de sintomas ou sinais ligados a mais de uma causa. As síndromes podem ter origens diversas, e por isso, pode ser difícil fechar um diagnóstico sobre as causas desse quadro vulnerável. Exemplos: I) Síndrome do Pânico (SP); II) Síndrome Guillain-Barré (SGB); III) Síndrome de Down (SD). – Distúrbio - O distúrbio é uma alteração nas condições físicas ou mentais do indivíduo que afeta o funcionamento de algo em sua rotina, e geralmente tem origem de fácil identificação. Essa perturbação pode interromper ou afetar o desenvolvimento neurológico, o hábito alimentar, a interação social e anormalidades físicas. Os distúrbios que causam problemas ou atrasam a maturação as funções do Sistema Nervoso Central (SNC), geralmente são identificados na infância e persistem na vida adulta comprometendo a habilidade intelectual. Outros podem surgir posteriormente e causar “perturbação” na capacidade de condução das atividades do dia a dia do indivíduo. Transtorno - A definição de transtorno parte do significado do verbo de origem, “transtornar”, que refere se a inversão da ordem regular ou natural das coisas. Tratando de maneira mais específica, com relação a saúde psiquiátrica, o transtorno pode ser conceituado como a perturbação da ordem mental devido a falha na estimulação da parte frontal do cérebro. Os transtornos afetam as relações interpessoais do indivíduo causando como sofrimento, confusão de personalidade e sentimento de incapacidade. Os transtornos mentais são classificados em tipos, e estão relacionados à alimentação, emocional, personalidade e movimentos do ser humano: I) Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC); II) Transtorno de Déficit de Atenção (TDA); III) Transtorno de Bipolaridade (TB); IV) Depressão; Transtorno de Ansiedade (TA); V) Anorexia Nervosa.  Neste artigo objetivando o título de especialista em Psicanálise, se tem na escuta um importante aliado para assistir o usuário, no auxílio ao distúrbio mental, enquanto “síndrome” ou doença que afeta a mente de várias formas. Nas salas de AEE encontramos manifestações diversas, e a mais comuns desse transtorno estão ansiedade generalizada, pânico, alucinações, compulsões, bipolaridade, entre outros comportamentos que devem ser diagnosticados e tratados pelo médico psiquiatra, e ter na psicanálise ou psicopedagogia um suporte de integração social. Neste sentido podemos entender que a integração social passa a ser o conjunto de processos utilizados para que todos os elementos de uma sociedade dialoguem e existam relações sociais pacíficas. Isto é, garantir que todos os elementos da sociedade nela sejam incorporados, garantindo a sua coesão.  Novamente podemos afirmar que na escuta, principalmente no ambiente escolar onde se opera com crianças com deficiências física e mental, este ato de ouvir o discente, o professor, o familiar que tem usuário no AEE podemos contribuir com a inclusão social e evitar a exclusão. E neste sentido trago a colação que na escola não pode haver exclusão social. Assim, o psicanalista na escola com Serviço Público ou Privado de AEE, ao trabalhar o afastamento da exclusão social, ou seja à discriminação institucional de pessoas ou grupos, deixando-os fora dos sistemas convencionais, estaremos contribuindo para que indivíduos e classes sejam socializado em ambientes multiculturais que terão uma maior facilidade em relacionar-se e compreender indivíduos de culturas diferentes. A presença do “poder de escuta” deve ser transformado em sentimentos de pertencer, ampliando a segurança reduzindo a preocupação.  Na escuta o profissional psicanalista pode transformar a ideia de busca de sentimentos positivos, desfazendo à criação de estereótipos, preconceitos e diferentes formas de discriminação como o racismo, xenofobismo ou homofobia. E o preconceito ao deficiente mental em suas mais diversas variedades nosológicas e nosográficas. Na escuta poderemos contribuir para afastar os motivos de exclusão social: a) Etnia; b) Religião; d) Gênero; e) Orientação Sexual; f) Classe social; g) Ideologias Políticas; h) Idade; i) Aparência; e j) Deficiências.

Palavras-chave: Neurociência e Mapeamento Cerebral. SÍNDROMES COM REPERCUSSÃO NA DEFICIÊNCIA INTELECTUAL, DISTÚRBIOS E TRANSTORNOS NEUROPSICOLÓGICOS. Processo de aprendizagem. Distúrbios de Aprendizagem e Comportamento.

 

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