Psicanálise:
Proposta da importância da escuta
RAIMUNDA HENRIQUE RABELO DA SILVA
Resumo.
A autora
é especialista em Psicopedagogia Clínica e Institucional, Especialista em Educação
Especial e Atendimento Educacional Especializado – AEE. Desde o ano de 2003,
sempre desenvolveu a ideia de que a escuta do adulto, adolescente e da criança é
relevante, em particular escutar a dor interior dos seus familiares. No exercício
profissional tem a oportunidade de vivenciar conflitos emocionais de familiares
com crianças e adolescentes com conflitos emocionais diversos. É possível que a
partir da escuta se possa identificar a presença de distúrbios psiquiátricos,
a ser acompanhado por médico especializado, e ao educador e psicanalista saber diferenciar
o que pode ser transtornos e distúrbios psiquiátricos a contar com o conflito
emocional apresentado. O “Poder da Escuta” e o desenvolvimento da prática na Clínica
Psicanalítica e na formação do psicanalista é o foco teórico-introdutório do
presente artigo. Ressalte que por questões metodológicos e regras do CENTRO
UNIVERSITÁRIO – FAVENI, vamos nos limitar só aos princípios. O universo de
saúde mental é muito amplo, segundo o Manual
Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5), existem mais de
300 Transtornos Mentais catalogados. Cada vez mais as pessoas têm buscado ajuda
profissional e o que pode ter aumentado os saberes sobre os Transtornos Mentais
assim como a mensuração de suas prevalências. (TABELA 1 - Transtornos Mentais e suas Prevalências). O educador
especializado deve estar preparado para saber identificar um transtorno e distúrbio
mental, a partir da “escuta”. Pois, os transtornos mentais geralmente são
caracterizados por uma combinação de emoções, comportamentos, percepções e
pensamentos que podem afetar a vida de uma pessoa. É na escuta que se pode,
estando qualificado, identificar um Transtorno Mental. É importante ficar
atento ao comportamento do indivíduo, que pode apresentar sinais como: a) Mudanças
de humor repentinas; b) Mudanças no comportamento; c) Dificuldade em se
concentrar; d) Dificuldade em raciocinar; e) Problemas em expressar ideias; f)
Dificuldade em conviver com outras pessoas; e outros fatores que podem ser
mensurados pelo médico especializado empós um consulta clínica especializada. O
psicanalista não pode, no Brasil, intervir na Clínica Psiquiátrica, todavia deve
ficar atento nos seus pacientes que os sinais citados, é importante que oriente
ao indivíduo que busque ajuda profissional para um diagnóstico preciso, de
preferência um Médico Psiquiatra e um Psicólogo. Eles juntos, de acordo com uma
minuciosa avaliação, poderão dar o diagnóstico e prognóstico. Para exercer o “Poder
de Escuta” e contribuir seguramente com o usuário é importante entender as
bases de conhecimento do comportamento humano. E neste sentido compreendo que a
base cientifica adquirida na Pós-Graduação FAVENI(Curso de Especialização –
Título de Psicanalista) fornece os princípios para iniciar estudos mais
profundo. Assim, é comum que síndromes, distúrbios e transtornos sejam tratados
como sinônimos e empregados erroneamente. Apesar de algumas semelhanças, cada
um destes problemas tem um conceito com características diferentes. Por fim,
exemplos: Síndrome - É denominada síndrome, a condição clínica caracterizada
pela reunião de sintomas ou sinais ligados a mais de uma causa. As síndromes
podem ter origens diversas, e por isso, pode ser difícil fechar um diagnóstico
sobre as causas desse quadro vulnerável. Exemplos: I) Síndrome do Pânico (SP);
II) Síndrome Guillain-Barré (SGB); III) Síndrome de Down (SD). – Distúrbio - O
distúrbio é uma alteração nas condições físicas ou mentais do indivíduo que
afeta o funcionamento de algo em sua rotina, e geralmente tem origem de fácil
identificação. Essa perturbação pode interromper ou afetar o desenvolvimento
neurológico, o hábito alimentar, a interação social e anormalidades físicas. Os
distúrbios que causam problemas ou atrasam a maturação as funções do Sistema
Nervoso Central (SNC), geralmente são identificados na infância e persistem na
vida adulta comprometendo a habilidade intelectual. Outros podem surgir
posteriormente e causar “perturbação” na capacidade de condução das atividades
do dia a dia do indivíduo. Transtorno - A definição de transtorno parte do
significado do verbo de origem, “transtornar”, que refere se a inversão da
ordem regular ou natural das coisas. Tratando de maneira mais específica, com
relação a saúde psiquiátrica, o transtorno pode ser conceituado como a
perturbação da ordem mental devido a falha na estimulação da parte frontal do
cérebro. Os transtornos afetam as relações interpessoais do indivíduo causando
como sofrimento, confusão de personalidade e sentimento de incapacidade. Os
transtornos mentais são classificados em tipos, e estão relacionados à
alimentação, emocional, personalidade e movimentos do ser humano: I) Transtorno
Obsessivo Compulsivo (TOC); II) Transtorno de Déficit de Atenção (TDA); III)
Transtorno de Bipolaridade (TB); IV) Depressão; Transtorno de Ansiedade (TA); V)
Anorexia Nervosa. Neste artigo objetivando o título
de especialista em Psicanálise, se tem na escuta um importante aliado
para assistir o usuário, no auxílio ao distúrbio mental, enquanto “síndrome” ou
doença que afeta a mente de várias formas. Nas salas de AEE encontramos manifestações
diversas, e a mais comuns desse transtorno estão ansiedade generalizada,
pânico, alucinações, compulsões, bipolaridade, entre outros comportamentos que
devem ser diagnosticados e tratados pelo médico psiquiatra, e ter na psicanálise
ou psicopedagogia um suporte de integração social. Neste sentido podemos
entender que a integração social passa a ser o conjunto de processos utilizados
para que todos os elementos de uma sociedade dialoguem e existam relações
sociais pacíficas. Isto é, garantir que todos os elementos da sociedade nela
sejam incorporados, garantindo a sua coesão. Novamente podemos afirmar que na escuta,
principalmente no ambiente escolar onde se opera com crianças com deficiências
física e mental, este ato de ouvir o discente, o professor, o familiar que tem
usuário no AEE podemos contribuir com a inclusão social e evitar a exclusão. E
neste sentido trago a colação que na escola não pode haver exclusão social. Assim,
o psicanalista na escola com Serviço Público ou Privado de AEE, ao trabalhar o
afastamento da exclusão
social, ou seja à discriminação institucional de pessoas ou grupos, deixando-os
fora dos sistemas convencionais, estaremos contribuindo para que indivíduos e
classes sejam socializado em ambientes multiculturais que terão uma maior facilidade
em relacionar-se e compreender indivíduos de culturas diferentes. A presença do
“poder de escuta” deve ser transformado em sentimentos de pertencer, ampliando a
segurança reduzindo a preocupação. Na
escuta o profissional psicanalista pode transformar a ideia de busca de sentimentos
positivos, desfazendo à criação de estereótipos, preconceitos e diferentes
formas de discriminação como o racismo, xenofobismo ou homofobia. E o
preconceito ao deficiente mental em suas mais diversas variedades nosológicas e
nosográficas. Na escuta poderemos contribuir para afastar os motivos de
exclusão social: a) Etnia; b) Religião; d) Gênero; e) Orientação Sexual; f) Classe
social; g) Ideologias Políticas; h) Idade; i) Aparência; e j) Deficiências.
Palavras-chave: Neurociência e
Mapeamento Cerebral. SÍNDROMES COM
REPERCUSSÃO NA DEFICIÊNCIA INTELECTUAL, DISTÚRBIOS E TRANSTORNOS
NEUROPSICOLÓGICOS. Processo de aprendizagem. Distúrbios de
Aprendizagem e Comportamento.
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